Blog da SEM|ASPIC "De São Paulo para o mundo, levando o evangelho todo a todo homem e mulher"
domingo, 14 de março de 2010
No passo do rebanho e das crianças
Você já imaginou como era a vida há uma década atrás?
Ao preparar essa mensagem, estou sentindo falta do datashow, tecnologia que começou a fazer parte das minhas pregações a menos de um ano.
Há uma personagem bíblica que tem algo a nos falar pois apesar de viver em um ambiente diferente do nosso, tinha em comum conosco uma vida agitada, cheia de problemas e conflitos internos e externos.
Conhecendo um pouco a pessoa de Jacó...
Seu nome significa... trapaceiro
Ele vivia uma vida de trapaça: junto com sua mãe Rebeca, enganou seu pai Isaque e ficou com benção da primogenitura. Todavia, o preço a pagar foi fugir do seu irmão mais velho Esaú.
Ao fugir foi para a terra dos parentes de sua mãe, onde trabalhou para seu tio Labão. E dessa vez, o enganado foi ele, Jacó. Labão muitas vezes, alterou sua remuneração, que ele preferiu a fugir a esperar mais acordo após 10 anos de trabalho.
Foi fugindo de Labão, mas o seu sogro em tempo o alcançou e após uma conversa longa colocaram em ordem o relacionamento.
Jacó partiu. A sua frente esperava o confronto com seu irmão Esaú. Esaú tinha prometido matar seu irmão Jacó, quando fervia-lhe o sangue no momento da traição. Como estaria Esaú agora? Tinha ressentimentos em seu coração?
Jacó pensava e orava.
E orando, Deus lhe respondeu de forma bem interessante. Foi ao seu encontro no Vale do Jaboque. Ali, Jacó lutou com Deus. É um acontecimento enigmático. É difícil captar todas as suas nuances. O que resultou desse encontro é o mais importante – Deus mudou o nome de Jacó, “ele age traiçoeiramente”, para Israel , “ele luta com Deus”. Jacó deu a esse local o nome de Peniel. Dizendo “Vi a Deus face a face e, todavia, minha vida foi poupada”. (Gn 32.30).
Agora ele estava preparado para encontrar com Esaú...
Jacó se fortaleceu mediante essa experiência com Deus e agora pode enfrentar o seu irmão. Era uma nova pessoa.
Ao ver o irmão com quatrocentos homens vindo ao seu encontro, dividiu o grupo em vário pequenos grupos de forma bem estratégica (33.1-3).
Todavia, a atitude de Esaú mostra que da parte dele tudo estava resolvido (33.4). Jacó precavido, porém procurava deixar bem claro que ele reconhecia o irmão mais velho e o respeitava.
Passado o calor do encontro e tudo que o envolvia, era tempo de se afastar e reconstruir sua vida. Assim rejeita a proposta de Esaú e parte para Siquém usando as seguintes palavras:
“Meu senhor sabe que as crianças são frágeis e que estão sob os meus cuidados ovelhas e vacas que amamentam suas crias. Se forçá-las demais na caminhada, um só dia que seja, todo o rebanho morrerá. Por isso, meu senhor, vai à frente do teu servo, e eu sigo atrás, devagar, no passo dos rebanhos e das crianças, até que eu chegue ao meu senhor em Seir”. 33.13-14
Mais que apenas um argumento, aqui Jacó, agora Israel, mostra que aprendeu algumas coisas na vida após grandes sofrimentos e lutas, vejamos.
1. O nosso passado nos acompanha...
Jacó fugira por dez anos, mas agora tem que enfrentá-lo. Ao enfrentá-lo, Deus vai ao seu encontro.
• Primeiramente, não deixando que aconteça com o seu relacionamento com Labão, o que ocorrera antes com seu irmão Esaú.
• Segundo, ele antes de enfrentar o seu irmão, ele precisava enfrentar a si mesmo. Até quando continuaria a enganar?
• Terceiro, ele precisava entender que a promessa, deveria incluir também o Deus da promessa. Estar sob a benção de Deus, significa andar também com ele. E andar é manter relacionamento, compartilhamento de lealdade e confiança.
Que venha Esaú...
2. Apesar de nosso passado nos acompanhar, ele não precisa reinar e nortear nossa vida.
Paulo, ao escrever em 2 Co 5.17” Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas”, essa é a realidade que devemos buscar – deixar que por meio de Cristo, o Espírito Santo transforme nosso passado, nossa velha vida, nossas coisas feias em coisas novas.
Novamente, Paulo nos ensina como lidar com nosso passado em Fp 3.2-11.
Jacó, procurou não viver próximo do seu irmão para que não ocorresse novos conflitos. Eles estavam em outro momento. Eram cabeças de famílias. Deveriam viver afastados para que cada um mantivesse suas próprias vidas .
3. Conheça seu próprio ritmo.
Jacó não quis entrar no ritmo de seu irmão Esaú. Ele sabia o melhor ritmo para sua família e seus rebanhos.
“...e eu sigo atrás, devagar, no passo dos rebanhos e das crianças”.
Essas poucas palavras define prioridades na vida de Jacó, conhecimento dos seus, o que ele valorizava nos relacionamentos.
Quem corre muito, nem sempre sabe aonde quer chegar. E as vezes é mais para disfarçar essa ignorância.

Um comentário:
Graça e paz!
Vim conhecer seu Blog e quero te parabenizar pela bênção que pude ver aqui.
Já estou seguindo.
Venha dar a honra de sua visita no PASTORAGENTE.BLOGSPOT.COM e, se quiser seguí-lo, vai ser uma alegria para mim.
Lá estão expostas da forma mais realista e divertida possível as situações, dúvidas e experiências ministeriais e pessoais de uma mulher simples como eu.
Fique na paz e o Senhor abençôe você e toda sua família.
Abração!!!
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