INTRODUÇÃO
Primeiro é para baixo, ela desce. Tem como objetivo nos levar a um processo. Os degraus desse escada ao contrário, é ao mesmo tempo um treinamento e autoconhecimento de si mesmo e principalmente de Deus.
Vejamos a seguir um pouco mais detalhadamente esse andar diferente de sucesso na perspectiva de Deus que encontramos na Palavra de Deus.
Para isto, quero convidá-lo a refletir na vida de dois personagens, um no antigo testamento – José e outro no novo testamento – Paulo.
Não leremos toda a história de José, mas farei um resumo dela no decorrer da minha exposição. Se desejar aprofundar-se no estudo leia Gn 37-50. Leiamos agora um pouco da história do apóstolo Paulo em Atos 9.1-19.
1º DEGRAU PARA BAIXO – ESVAZIAMENTO
A. Objetivos
1.1. Testar nossas intenções, decisões, nosso coração
• Através dos de fora – At 9.20-25
• Através dos de dentro – At 9.26
1.2. Sondando nossas motivações At 9.27-29
1.3. Tirando-nos de circulação, do holofote
• José foi vendido como escravo no Egito
• No Egito, serviu como empregado numa casa
• No Egito, foi acusado inocentemente e foi parar numa prisão.
o Já Paulo, estava perseguindo os cristãos quando teve seu encontro com Jesus
o Depois começou a pregar ardorosamente e passou a ser também perseguido pelos judeus
o Até a igreja desconfiava de sua conversão
o Por fim, sem ter muita escolha foi para Társis e depois para a Arábia e esse período durou quase 14 anos.
Repare como o processo é idêntico na vida de dois personagens bíblicos em épocas diferentes, mas com algo em comum – tiveram algo especial com Deus, sentiram-se vocacionados para cumprir um chamado.
Mas para isso, eles precisavam descer mais um degrau.
2º DEGRAU PARA BAIXO – DESTRUIR/RECONSTRUIR NOSSO EU
2.1 Com base no que estamos recebendo. Gl 1.11-2.1
• As implicações da mensagem do evangelho no que creio e penso sobre Deus. Vejamos a história de Paulo:
. Sua fé antes de conhecer a Cristo Gl 1.13-14
. Sua dedicação e zelo pelo farisaísmo/judaísmo Fp 3.4-6
2.2 Como tudo se encaixa diante de seu encontro com Jesus, o Messias? Vejamos Fp 3.7-11
. Ele considera como perda para ganhar quando compara com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo.
. É tão forte esse encontro que ele afirma estar crucificado com Cristo e já não vive ele, mas Cristo nele vive.
3º DEGRAU (ESTABILIDADE) – REFLEXÃO/INTEGRAÇÃO
Objetivo. Refletir sobre as implicações na vida após o encontro com o evangelho.
3.1 Descobrir o significado de corpo, igreja, de comunidade
• At 11.25 Barnabé foi a Tarso a procura de Saulo (hebraico)
• At 13.1 Ele é integrado à liderança da Igreja de Antioquia
• Entre o período de sua conversão e seu ostracismo ele amadureceu sua fé, sua teologia e agora estava pronto para o ministério do ensino.
4º DEGRAU (PARA CIMA) – RECONHECIMENTO
Objetivo
Ser ungido pelo Espírito Santo diante da igreja
• At 13. 2-3 Não é só da igreja, mas, principalmente do Espírito Santo perante a igreja de Cristo.
• Há dois lados da moeda, uma fala da Igreja visível e a outra do Corpo invisível através do Espírito Santo.
5º DEGRAU (PARA CIMA) – MINISTÉRIO
At 13.4-5 É conseqüência desse processo. Sem ele, em vez de progredirmos na vida cristã poderemos até estagnar. Esse processo está presente desde o início de nossa caminhada cristã, mas vai tomando forma, corpo, força, reconhecimento e por fim unção e a transformação do nosso caráter mediante o evangelho de Cristo que foi recebido. Gl 1.15-16. E ministério aqui está envolvido todos os membros da igreja, não estou usando a palavra no sentido restrito apenas para pastores. Estou pensando em 1Co 12.
• José, após todo o processo em que envolveu sua vida e como através dele Deus salvou o mundo da época de padecer de fome e também preservou o povo de Israel, conclui dizendo Gn 50.19-20.
• Paulo em outras palavras diz também em 2 Tm 1.12 e 4.7 “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé”.
E processo reinicia novamente em uma perspectiva diferente, todavia, constantemente.
Conclusão
Você pode estar pensando porque em um aniversário de uma congregação eu expus sobre escada de sucesso para Deus na vida dos cristãos. A razão é simples e ao mesmo tempo séria – uma igreja é constituída de pessoas. Ela será tão profunda ou medíocre quanta a vida dos que a compõe. Se ela pensar com a medida do sucesso do mundo, ela vai colher aquilo que ele dá, mas para servir ao Senhor da Seara, é preciso seguir suas orientações em sua palavra, pois “Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.” AP 3.11. O que temos é poder do evangelho para todo aquele que crê, pois dele não me envergonho (Rm 1.18).
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